Sex,23 De Setembro De 2016 | Postado por Venturosa Noticia
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, foi escolhido para falar em nome dos gestores estaduais na cerimônia no Palácio do Planalto em que foram anunciadas mudanças no ensino médio. Ele foi solicitado em virtude do primeiro lugar de Pernambuco no Ideb. Câmara destacou os avanços obtidos na rede pública estadual e a importância de investir na educação.
Ele acredita que as mudanças nacionais definidas pelo governo sejam uma forma de “conectar” o ensino médio a uma flexibilização que hoje o mundo exige. “Um mundo globalizado, conectado e com muita velocidade. Portanto, precisamos também que a educação esteja antenada com essa realidade”.
O governador ressaltou que o Brasil tem “gargalos do século passado” que precisam ser enfrentados. “Não vejo outro caminho para enfrentar o momento que o Brasil vive, e o futuro do Brasil, que não seja investir de maneira intensiva na educação das futuras gerações deste país”, acrescentou.
Durante seu pronunciamento, Paulo Câmara também sublinhou que quase metade da rede do ensino médio de Pernambuco é formada por escolas em tempo integral. “Isso é um fator determinante na atratividade e na vontade dos alunos e dos professores terem condições de aprender e ensinar”, comentou.
Paulo Câmara lembrou que as escolas de tempo integral existem há mais de 10 anos no estado. “Existiam oito em 2006 e, ao longo do Governo Eduardo, elas saltaram para 300. E, agora, são 335 no meu governo. É um trabalho de médio e longo prazos que enseja não apenas cuidar da escola em tempo integral, mas, também, cuidar das escolas regulares. Isso é fundamental. Buscar melhorar permanentemente e ver formas de motivar o aluno e motivar o professor”, afirmou o governador de Pernambuco, em entrevista após a cerimônia realizada no Planalto.
O gestor também ressaltou que, de 2007 para cá, Pernambuco foi o único estado do país que evoluiu em todos os Ideb, pois saiu da 21ª colocação para a 1ª colocação no ranking nacional. “Além disso, temos a menor taxa de abandono no Brasil. Éramos o 26º colocado em 2007, e, hoje, temos a menor taxa do país, com apenas dois alunos que abandonam o ensino médio depois que entram. Outro ponto importante é também conseguirmos a menor diferença entre a escola pública e a escola privada. O Ideb também mostrou isso.”